A caminho da Libertação







Você quer ser livre? Claro que sim, todos querem, mas será que você está disposto a pagar o preço da libertação? Claro que não, senão você já seria um homem livre a muito tempo. Para alcançar a liberdade você precisa estar preparado para a solidão. O mito da caverna é o retrato disso: daquele que se libertou, não conseguiu libertar os amigos ainda presos na programação da caverna e teve que seguir só. A grande verdade é que para ser livre você precisa ter coragem de renunciar o mundo, abrir mão da dependência afetiva e aceitar-se profunda e completamente. Enquanto você viver de pires na mão, em busca de afeto, cheio de carências, preocupado em pertencer e participar de grupos, você terá limites muito estreitos para sobreviver. As coisas deverão perder importância para você, o desinteresse pelo mundo precisa acontecer, você terá que deixar de sentir-se um vasilhame a espera de preenchimento e deverá preencher-se de consciência.

Outra coisa que nos impede de nos libertarmos é a ignorância. Por desconhecermos a profundidade e a natureza das coisas, nós somos obrigados a acreditar naquilo que nos dizem, desta forma, aceitamos toda a programação imposta pelo mundo. A ignorância é fonte de todos os nossos medos, pois ninguém teme o que conhece, apenas o que desconhece. Aquilo que o pai disse, aquilo que o padre falou, aquilo que pastor pregou, aquilo que o professor ensinou, enfim, toda a orientação que recebemos e aceitamos teve um único propósito: nos controlar. 

As tradições religiosas, a cultura, os padrões sociais, o conhecimento humano ainda embrionário, são alguns dos elementos que nos escravizam. Todas as nossas certezas são oriundas dessas fontes e são justamente essas certezas que nos prendem em uma cela. 

Na verdade, aquilo que chamam de educação não é nada mais do que um forma sutil de manipulação; nós fomos programados para nos tornarmos seres ajustados a esse mundo doente, essa é a grande verdade. É como se estivéssemos em uma linha de montagem onde cada instituição é responsável por nos colocar determinada peça, no final, somos todos iguais: produtos em uma plataforma.

É preciso deixar de olhar para fora e olhar para dentro, com todo interesse em conhecer-se. A busca pelo nosso Verdadeiro Eu é um ato de amor. Só o amor liberta, só o amor pode preencher o vazio que tentamos preencher com o mundo, só o amor incondicional por nós mesmos, com uma profunda aprovação, poderá quebrar os grilhões que nos prendem na terceira dimensão. Durante muito tempo vivemos e crescemos dentro desse ovo, acreditando que o nosso mundo estava restrito a ele, mas o incômodo veio, a necessidade de expansão nos obriga a quebrar esse ovo, destruir esse mundo para que um mundo novo possa surgir. 

O amor é a única Verdade Universal, é a boa-nova trazida por Jesus, apenas conhecendo essa Verdade poderemos nos libertar. A Verdade daquilo que somos: amor.


Autor: Paulo Tavarez   Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Conheça mais sobre mim em: www.paulotavarez.com - Instagram: @paulo.tavarez
E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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