Vida em abundância








Merecemos uma vida em abundância, o Universo todo é pura abundância, nós somos o que existe de mais precioso nesse Universo, aliás, nós somos esse próprio Universo em busca de si mesmo, feito um ouroboros devorando a própria cauda (como se estivéssemos nos devorando). Se nós somos, portanto, extremamente abundantes, por que razão insistimos na identificação com uma versão tão miserável de nós mesmos? 

Isso acontece em função da nossa ignorância. Somos deuses e vivemos como réprobos, totalmente iludidos com as energias impermanentes do Samsara, apegados às coisas e pessoas como se esse objetos externos pudessem entregar aquilo que buscamos, como se a realização pudesse acontecer nesse mundo de sonhos conhecido como realidade. Estamos todos adormecidos, vivendo na surrealidade. Não aprendemos o essencial: não precisamos buscar nada, não precisamos melhorar nada, só precisamos ser o sempre fomos: o próprio Deus que procuramos. 

Acredito que apenas através de um processo de autoantropofagia, feito ouroboros mesmo, estaremos livres desse falso eu, desse mundo de Maya, dessa Matrix, enfim, desse estado de dormência em que se encontra a nossa Consciência.

O que nos prende a esse mundo? Simples, nossas crenças. São elas que criam o nosso inferno, são elas que nos prendem em gaiolas e nos impedem de alçar vôos em busca da realidade, são elas que estão esculpindo o nosso ego, célula por célula, como um Adão feito do barro, como um andrógino expelido por Gaia, essa é a nossa condição.

Como acelerar esse processo de libertação?

Só existe um caminho, aliás, como diria nossa querido Renato Russo: “O caminho é um só” e esse caminho é o caminho da renúncia. É preciso desapegar-se de tudo, até de si mesmo, é preciso perder o interesse pelas coisas, pela posse do que quer que seja, pois tudo nos será tirado, de uma forma ou de outra, iremos perder tudo aquilo que ajuntarmos. Há muito sofrimento reservado para aquele que não consegue desapegar-se, muita dor para os que se agarram às suas propriedades, sejam elas coisas ou pessoas, tudo aquilo que estiverem julgando possuir lhes será tirado.

Não existe nada mais grandioso e importante do que a perda. Só aquilo que a gente perde nos liberta. Sei que é difícil ouvir isso, talvez você estivesse esperando uma palavra de consolo para lidar com as suas perdas, mas tal palavra não existe, o próprio Jesus disse ao jovem que queria segui-lo: “Deixai os mortos enterrarem seus mortos”, Jesus nunca quis consolar ninguém, aliás, ele mesmo dizia que não veio trazer a paz, veio trazer a espada, veio nos colocar em luta contra esse mundo de ilusões em que insistimos viver. As verdadeiras bençãos da existência surgem através daquilo que conseguimos perder, voluntária ou involuntariamente. Aquilo que perdemos nos liberta, pois é no vazio que a Consciência desperta. 

Fique em silêncio, deixa a sua alma gritar à vontade. Assista a tudo e tente não se envolver com nada, uma hora ela vai parar de falar, especialmente se perceber que você perdeu o interesse por ela.



Autor: Paulo Tavarez Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!
E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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