A multiplicação de pães e peixes compreendida








Jesus usou cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil pessoas. Isso é mesmo possível? Não seria um imensa transgressão às Leis Naturais uma vez que não há registro científico de tal possibilidade? Seria possível para um ser humano tal feito ou Jesus teria sido uma espécie de X Men da época?

Claro que não, é preciso investigar com maturidade essas passagens contidas nas escrituras, pois acreditar ipsis litteris em todas essas narrativas, sem confrontá-las com a razão, é desespero de afogado que agarra-se a qualquer coisa para salvar-se, até mesmo em um jacaré se for preciso.

Parece óbvio que não houve na história da humanidade alguém com a grandeza e o poder de Jesus de Nazaré, isso é inconteste, no entanto, toda a sua história parece ter sido escrita de forma mitológica, própria dos costumes da época. 

Ninguém tem poder de curar um cego, de fazer andar um aleijado, de ressuscitar um morto, isso contraria toda a dinâmica do Universo. Os cegos representam aquelas pessoas que não conseguiam enxergar a realidade e no contato com Jesus uma nova visão da vida surgia. Os aleijados, da mesma forma, simbolizam as pessoas paralisadas pela própria ignorância e que conseguiam levantar-se e andar novamente em busca de mudanças. Os mortos que eram ressuscitados, da mesma forma, traduzem o mesmo processo de renascimento e renovação que marcam o início de um nova vida. 

Isso não diminui em nada a importância de Jesus, pelo contrário, apenas amplia o entendimento a respeito dele e de sua missão grandiosa. 

Voltando aos pães e peixes multiplicados, podemos também buscar o sentido oculto nessa passagem. Para isso seria necessário fazer uma simples indagação: qual é a única coisa capaz de crescer e se multiplicar na medida em que for compartilhada? Não parece óbvio que é o amor? Não fora justamente a Lei do Amor a grande Boa Nova trazido por Cristo? Por que transformar um ser iluminado, que veio ao mundo para nos mostrar a direção do Reino de Deus em um mágico qualquer?

Veja bem, você pode estar bufando de raiva nesse momento ao ler esse texto que, talvez, esteja desconstruindo ou profanando tudo aquilo que você defende como verdade absoluta, mas pense a respeito e tire suas conclusões. Não seria muito mais inteligente olhar para esse acontecimento como a simbologia de algo tão grandioso e necessário para a transformação do homem quanto o amor?

Se você quer continuar acreditando cegamente em tudo aquilo que o pastor, o padre, o bispo ou o seu presbítero impõem como verdade, tudo bem, é um direito seu, não pretendo demovê-lo de suas crenças. Sei que a manga só poderá cair do pé quando estiver madura, mas nunca deixe de considerar novas perspectivas sobre questões que envolvam escolhas existenciais.

O homem não precisa aprender a amar, ele é o próprio amor. Não precisa existir, ele já é a própria existência. Não precisa, da mesma forma, saber de nada, ele já é toda a sabedoria. Jesus, através de todas essas narrativas registradas pelos seus seguidores veio nos mostrar justamente isso. As pessoas encontravam a cura no contato com o Nazareno, pois ele as ensinavam a olharem-se para si; desta forma, elas acabavam encontrando a realização. Quantos não soltaram as pedras quando investigaram os seus pecados? 
O amor está presente em tudo, todo o Universo está imantado de amor. O amor é Deus, é você, Jesus, Buda, tudo. Foi justamente isso que ele veio nos mostrar.

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