sexta-feira, 19 de julho de 2019

A Macrofísica do Poder!



Procure identificar as pessoas mais poderosas do mundo. Trump, Putin, Angela Merkel, assim por diante, perceba uma coisa, por trás de todos eles existem instâncias maiores de poder: os partidos, as doutrinas ideológicas e aqueles que financiaram suas campanhas e, portanto, são seus superiores. Esses patrões poderiam ser as grandes dinastias econômicas do petróleo, da mídia, os grandes banqueiros, enfim, pessoas e estruturas que desconhecemos, mas que pensam e decidem os rumos do planeta. Alguns chamariam de iluminattis, outros não chegariam a tanto, mas não podemos negar que o poder, como explica Foucault, está presente em todas as vertentes de relacionamento, tanto na microfísica das estruturas sociais, quanto nos mais inconcebíveis níveis de controle humano.

Quando olhamos a nossa condição dentro dessa realidade, ficamos perplexos com tamanha insignificância, pois 99% do planeta ainda estagia nos primeiros degraus da pirâmide proposta por Maslow; fazemos parte de um grande rebanho, extramente dócil e muito bem conduzido, representando o triste papel de criaturas constrangidas por forças superiores e predatórias. É comum pensarmos... Puxa, não tenho poder algum!

Tudo isso nos leva a criarmos conceitos negativos de nós mesmos, a nos desvalorizarmos, a nos acharmos piores do que a mosca que pousou no cocô do cavalo do bandido e aí está o grande erro, sabem por quê? Porque não percebemos que somos os seres mais poderosos desse Universo e vou explicar.

Por estarmos presos à lógica débil dessa conjuntura doentia, acreditarmos na realidade injusta de um sistema monetarista e sofrermos com frustrações e angústias da falta de muitas coisas, ainda não nos demos conta que todo o Universo só existe por que estamos percebendo a sua existência, ou seja, somos as pessoas mais poderosas desse mundo, somos aqueles que estão sentados no trono, os expectadores desse filme de mau gosto que está sendo apresentado, sem essa unidade perceptiva que é o nosso Ser, nada disso existiria e tem mais, enquanto não nos dermos conta do poder que temos, da nossa capacidade de transformar essa realidade, continuaremos na escravidão, rezando por dias melhores, até que um novo entendimento da realidade possa nos alcançar.

O mito da caverna de Platão é um exemplo disso, de uma profunda mudança na consciência. Aquele que conseguiu se soltar das amarras de ilusões que o prendia, foi capaz de enxergar um mundo novo, conhecer novos parâmetros da realidade e tudo mudou para ele, simplesmente porque acordou, entendeu que vivia dentro de uma prisão, em um cárcere de trevas e ficções.

Não podemos viver eternamente condenados a conceitos que nos inferiorizam, não podemos acreditar em modelos e normas que nos condicionam e rotulam, nenhum tipo de classificação imposta deve ter valor; somos deuses, estamos no centro de tudo aquilo que a nossa consciência é capaz de perceber; podemos criar uma vida nova, alcançar a plenitude, prosperar, trabalhar naquilo que nos dá prazer, enfim, podemos escolher, portanto, não tem o menor sentido aceitarmos eternamente esse suplício chinês: vivermos sob o jugo de um canga. Sermos conscientes do que somos já nos credencia a criarmos o que quisermos, pois o mundo, segundo a nova física, é o resultado de colapsos da consciência no vácuo quântico, ou seja, o mundo é criação nossa, tudo que existe passou pela vontade, foi algum tipo de ação da Consciência.

Não adianta lutar contra o sistema, a melhor forma de combatê-lo é crescendo. O sistema precisa da nossa ignorância para funcionar, o sistema precisa dos nossos medos e depende de nossas crenças, portanto, busquemos a luz que existe em nosso próprio ser, busquemos o conhecimento com todas as nossas forças, lembremo-nos do que disse aquele Andarilho da Galiléia: “Conhecerás a verdade e a verdade vos libertará”.


Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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