As raízes do egoísmo



Quanto mais forte, mais corajoso e mais confiante for o indivíduo, mais humilde e generoso se tornará, em contrapartida, quanto mais fraco, mais carente e mais desnutrido emocionalmente, mais orgulhoso e egoísta se revelará.

Para ser uma pessoa do bem, altruísta e generosa, é preciso amar-se e aceitar-se antes de tudo. Se o indivíduo não possuir essa condição emocional será necessário desconstruir inúmeras convicções de fraqueza que estão no alicerce da própria personalidade. 

A raiz do egoísmo está, quase sempre, no handcap negativo de cada um, pois quando o ser humano parte do pressuposto de que é fraco, todas as suas ações estarão voltadas para si, no sentido de nutrir-se de poder. 

O homem acaba, de certa forma, degenerando-se com as informações externas que recebe desde que veio ao mundo: os pais, logo nos seus primeiros passos, cercam-no de proteção (muitas vezes de forma exagerada), convencendo-o de sua fragilidade; o padre, na escola do catecismo, revela logo cedo que ele é um pecador e que precisa da proteção da igreja; o professor, não menos incisivo, não deixa de ressaltar a sua estupidez diante das dificuldades naturais do aprendizado; de todos os lados, surgem avaliações negativas que reforçam certezas estruturais: você é fraco, você é burro, você é limitado ou você é incapaz. 

Ao convencer-se de sua condição inferior, um sentimento de desaprovação se desenvolve e nesse momento surge o seu maior inimigo: ele mesmo. Essa falta de auto aprovação o torna um sujeito chato e carente, daqueles que vivem de pires na mão em busca de afeto. 

No afã de querer inflar-se de poder e força, sentindo-se um vasilhame vazio, ele segue pela vida tentando preencher-se de coisas e pessoas. Com isso, o ego desnutrido, passa a comandar as ações e reivindicar para si todas as atenções. 

Quando escolhemos acreditar nessas mentiras um falso eu, eivado de vícios e carências, senta-se no trono do nosso ser e passa a dirigir a nossa vida. 

O amor é e sempre será a arma mais poderosa contra essa distorção. 

Pessoas que são amadas, desde a infância, são fortes, corajosas, seguras e estão mais propensas ao sucesso, pois trazem um background emocional poderoso. São capazes de arriscar, empreender e enfrentar obstáculos com muito mais facilidade. Esse quadro psíquico é bastante propenso a generosidade. 

Pessoas que sofrem com a falta de amor e atenção em sua formação, tornam-se inseguras, medrosas e consequentemente egoístas. 

O homem precisa do amor assim como a planta precisa da luz. 

Aqueles que só pensam em si, em suas conquistas, focados em seus objetivos e não abastecem os filhos com essa energia poderosa, em algum momento irão arrepender-se ao constatar as dificuldades que eles terão de se relacionar. O mundo será cruel com eles, pois aos que não se valorizam (por não terem sido valorizados), apenas a canga da manipulação poderá conduzi-los. 

Se você não teve a sorte de ser amado, isso não deve servir de desculpa, as pessoas dão aquilo que são capazes de dar, procurar culpados pela sua condição é vitimizar-se. Aprenda a amar-se, escolha aprovar-se, deixe de ser o seu maior inimigo, reconcilie-se consigo mesmo, você pode ser o pai que nunca teve, a mãe que nunca te amou, aquele que nunca te compreendeu, assim por diante. Esse é o caminho. Não espere que alguém apareça para preenchê-lo, você não é um vasilhame! Você já é pleno, perfeito e indestrutível; apenas desconhece isso. 

Nunca é tarde para apaixonar-se por si mesmo.




Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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