Autocontrole



Como alcançar o autocontrole?

Essa pergunta só fará sentido para você se, de fato, você não estiver controlando a própria vida, se os seus atos e escolhas estiverem sofrendo influências irresistíveis de vozes em sua cabeça, pois elas sabem exatamente como explorar as suas inclinações mais primitivas.

Essas forças existem, não há como negar, pois estão ao nosso redor e isso está evidenciado. Quantas vezes, mesmo contrariados, somos tomados por impulsos incontroláveis que nos levam a ações danosas contra nós mesmos. 

Essas influências são exercidas em todas as dimensões, desde o meio em que vivemos (o mundo físico), passando por nosso conturbado mundo interior, até a convivência com forças do Astral. Todas elas representam forças que não aprendemos controlar e exercem ascendência sobre nós. Vivemos como um rei inseguro que é totalmente dominado por seus conselheiros.

No convívio social, permitimos que esse controle aconteça por termos inúmeros pontos fracos, por exemplo: existindo em nós, a convicção de que somos fracos, indefesos, impotentes, assim por diante, aceitaremos, como ovelhas, os cuidados de pastores que nos dirão exatamente para onde devemos ir, de que forma devemos nos comportar e o que podemos fazer ou não. Esses gentis protetores fazem tudo isso sob o pretexto de nos proteger dos lobos, quase sempre, dos lobos que eles mesmos inventaram. Esses guias pérfidos não irão nos empoderar, muito menos nos libertar, precisam de grandes rebanhos e não querem nos perder, por isso, eles continuarão reforçando crenças limitantes onde dirão repetidas vezes que somos pecadores, imperfeitos, possuídos pelo diabo, enfim, repetirão a exaustão o velho discurso do medo, pois precisam nos manter presos, engaiolados, como um hamster na roda, se quiserem nos controlar. 

Da mesma forma, em nosso mundo interior há outras forças nos conduzindo. A principal delas é o nosso sistema de crenças, pois ele é muito poderoso e é, justamente, esse mecanismo que se destaca no momento em que estamos processando as experiências. 

A nossa visão problemática do mundo resulta deste software perverso, pois agimos e reagimos induzidos por comandos emitidos por crenças. 

Em um primeiro momento essas crenças surgem como ideias, depois viram conceitos e é, justamente, quando imantamos esses conceitos de valor é que se tornam crenças e, consequentemente, características da nossa personalidade. O caráter de um homem resulta de suas características, que por sua vez, em um caminho inverso, resultam de suas crenças. 

Para aqueles que acreditam na violência, não exijam deles escolhas pacíficas. Para aqueles que acreditam na paz, da mesma forma, jamais terão reações agressivas. O que mudou? Apenas o programa interno de cada um.

As influências espirituais, por sua vez, vão envolver-se com esse programa e irão potencializar o que existe de melhor ou pior em nós, dependendo do nosso programa. 

Agora que entendemos o tamanho do problema que temos, surge a pergunta: "Será que realmente entendemos a importância de conquistar esse autocontrole?".

Para obter um domínio relativo sobre si mesmo, o homem precisa sentar-se no trono do próprio ser, rever todo o seu programa de crenças e promover o guerreiro que está adormecido dentro dele. 

Todos nós temos, entre os inúmeros personagens que vivem no condomínio da nossa alma, um herói e ele deve ser impulsionado pela nossa atenção. Ele será capaz de se impor, desde que possamos valorizá-lo. Ele será um poderoso 'não' que irá insurgir-se contra toda a dominação que estivermos sofrendo. 

Esses personagens existem em nós numa constante ‘dança das cadeiras’ e Isso pode ser comprovado através das alternâncias constantes que sofremos em nosso humor, disposição, etc. Uma dona de casa comum não teria coragem de entrar em uma comunidade dominada pelo tráfego de madrugada, no entanto, se for informada que o seu filho encontra-se lá, a coragem irá surgir. Onde estava essa coragem senão dentro dela mesma. Todos possuem um guerreiro adormecido que precisa entrar em campo e ser nutrido por uma nova atitude se quisermos conquistar esse autocontrole.

Precisamos nos convencer do nosso poder, da nossa força, da nossa condição guerreira, e isso não é difícil.

Basta acreditar, ou seja, substituir as velhas convicções de fraqueza pela convicção de poder.


Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br
























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