Descobrindo a sua verdadeira natureza




Autor Paulo Tavarez - paulo.tavarez@cellena.com.br

Você já descobriu que não é a mente? Descobriu? Que ótimo! Então, você já sabe qual é a sua verdadeira natureza e, uma vez que você sabe que não é a mente, tanto faz se ela é silenciosa ou barulhenta... você não é a mente! 

Portanto, procure focar naquilo que você é, pois se você não é a mente, você é aquilo que observa ela, você é uma testemunha. 

Eu sei que isso exige prática e que não vai ser fácil manter-se na poltrona, como um mero espectador, mas apenas o fato de saber que você não é um ator nesse espetáculo, já é um avanço enorme, pois nada poderá tirar a sua paz e sempre haverá um meio de voltar para a mesma poltrona.

A mente é ardilosa, sedutora, irá aliar-se a todos os seus conteúdos inconscientes, tentará, o tempo todo, confundi-lo com as substâncias psíquicas da sua sombra, com as suas memórias, mas saiba, nada daquilo que você viveu é real aqui e agora, são apenas arquivos e cada um deles apresenta uma determinada carga afetiva, por isso, sobrevivem; é claro, você se identifica neles e é razoável que se confunda, afinal, eles se manifestam através de emoções e as emoções são captadas por sentimentos; assim, quando você sente algo é natural achar que esses sentimentos te representam. 

Todos eles existem em você em função da importância que você deu a esses eventos, pois fazem parte da sua história, foram experiências que permaneceram, mesmo depois de inconscientizadas e estão criando uma espécie de psicosfera própria; simplesmente, aquilo que a psicologia chama de ego. Você não é o ego, saiba disso. 

Todo a estrutura do ego está no passado e você é profundamente afetado por esse passado. Fique em silêncio e observe apenas. Todo esse monturo irá perder força e você poderá criar uma intimidade, cada vez maior, com o seu verdadeiro eu. 

Quando você conseguir se desidentificar desse material todo, não haverá mais você, haverá apenas a Consciência Pura observando e manifestando toda a beleza da existência. Sei que é estranho, mas não tema, é preciso perder essa identidade ilusória, é preciso perder a vida para ganhá-la, lembre-se das palavras do Nazareno. O Mestre já nos mostrava o caminho da transcendência, pois precisamos transcender esse personagem ilusório.

Saber que não somos a mente é um avanço, mas não é suficiente, pois esse saber precisa ser consolidado através de uma prática constante. 

Jesus ficou quarenta dias no deserto negando a mente (Satanás); Buddha ficou o mesmo período embaixo de uma árvore meditando; Ramana Maharshi permaneceu mais de um década em silêncio profundo; Nisargadatta Maharaj, Krishna e tantos outros que se iluminaram, fizeram o mesmo, por que acha que seria diferente com você? 

A mente cria essa quarta dimensão, que está além do mundo físico, mas precisamos ir além, temos que chegar à quinta dimensão, a dimensão da Consciência, ali está o Reino de Deus, o Nirvana, o Samadhi, o Satori, assim por diante. Ali você irá conhecer a sua Verdadeira Natureza.

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