Pensamentos, medos e crenças




Estamos presos aos nossos pensamentos, limitados por nossos medos e controlados por nossas crenças. Infelizmente essa é a definição da triste condição humana. 

Os pensamentos ocupam a nossa atenção, pois ainda não aprendemos a nos colocar diante deles apenas como observadores, sendo assim, vivemos constantemente entorpecidos pelos enredos da mente. Enquanto não nos colocarmos como sujeito, tratando os pensamentos como objeto, estaremos imersos em um pântano mental, lutando contra uma hidra que se multiplica a cada membro cortado. 
Esse envolvimento constante e profundo com todo esse material nos mantém em uma prisão e o que é pior: adormecidos, pois não conseguimos perceber que as grades estão e sempre estiveram abertas, esperando o nosso despertar.
Para mudar isso, ainda, não descobriram uma ferramenta melhor do que a meditação. Apenas adotando essa prática diária de um forma bem conduzida, esse cenário pode ser alterado. É no domínio do pensamento que reside o domínio de si.

Os medos nos impõem limites estreitos e eles se apresentam de acordo com o grau de consciência de cada um. Ha aqueles que conseguem se articular dentro de um espaço de manobra maior e outros que sequer conseguem mexer-se. Os que conseguem uma maior expansão da consciência sabem como lidar melhor com essa força opressora que se desenvolve na mente humana, pois a unica ferramenta capaz de ampliar os limites provocados pelo medo é, justamente, o Conhecimento (com C maiúsculo). 

Nossos medos funcionam assim: enquanto uns estão no meio de salão, envolvidos com o ambiente, há aqueles que buscam os cantos escuros da festa, desejando-se invisíveis.
A raiz do medo é a ignorância, pois ninguém teme aquilo que conhece, só teme-se aquilo que for desconhecido. Quem anda por um bairro que não conhece em uma madrugada qualquer, estará apreensivo e preocupado, no entanto, se for um morador desse mesmo bairro, conhecer os moradores e a realidade da comunidade, sentir-se-á tranquilo e despreocupado. O que mudou nessa experiência?
Apenas o conhecimento.

As crenças, por sua vez, colocam a nossa vida no piloto automático, pois passam as nos controlar e conduzir as nossas escolhas. Agimos e reagimos sob o seu comando, tudo aquilo que produzimos sofre a influência direta daquilo que está em nosso sistema de crenças. 
Uns acreditam na paz e são pacíficos, outros na violência e são violentos, assim por diante. São justamente as nossas crenças que melhor podem nos definir. 
Todos nós, sem exceção, acreditamos em algo, mesmo o ateu, acredita na não existência de Deus. Não há no mundo, ser humano algum, que não seja um crente. 
As crenças existirão como um programa mental na vida do ser humano até que ele consiga deixar de acreditar e alcançar o Verdadeiro Saber. 
Acreditar é algo relativo, sempre foi, enquanto que o saber é absoluto. Ninguém precisa acreditar que está vivo, todos simplesmente sabem que estão, portanto, o saber é a manifestação inconteste da Verdade. 
Os livros, os mestres, os influenciadores, jamais poderão mostrar a verdade, pois ela surge no interior de cada um, através de insights, intuições, percepções, etc. Assim como o intelecto se infla com essas informações externas, a consciência expande-se com a percepção direta da realidade. A grande verdade é que a aparência se vê, já a essência se sente.



Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br







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