Eu vim para trazer fogo sobre a terra!




“Eu vim para trazer fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse em chamas!” Lc 12:49.

Pode parecer loucura, mas essas palavras foram ditas por Jesus, sim meus amigos, por ele mesmo! 

É evidente que Jesus não veio colocar fogo no planeta, então que terra é essa que ele quer destruir? 

Que mundo é esse que ele gostaria de ver consumido em chamas? 

Só podemos supor tratar-se do mundo de ilusões que criamos em nossa mente, também conhecido como samsara, e esse mundo não guarda nenhuma relação com o planeta em que vivemos. 

O planeta mantêm-se muito bem sem a nossa intervenção. O homem para ter um jardim precisa cuidar diariamente dele, uma vez que esse mesmo jardim fique um mês sem cuidados o jardim perderia toda a sua beleza. O oposto verificamos em um floresta, pois ela cuida de si mesma. Todas as espécies encontram um equilíbrio natural através do ecossistema. Até a agricultura seria mais saudável e econômica se fosse adotado o modelo sintrópico. 

De que forma nós criamos esse mundo? 

É simples, através do significado que damos às coisas. Tudo é processado em nossa mente, com componentes emocionais que são nossos, desta forma, existe um mundo diferente dentro de cada um de nós - um mundo ilusório. É justamente esse mundo que Jesus pretende destruir. 

Uma flor amarela na campina é apenas uma informação, no entanto, ela pode ter significados bem diferentes para quem a estiver apreciando. Para alguns seria uma expressão de beleza e traria bem estar, no entanto, para outros talvez trouxesse tristeza em função das lembranças provocadas. Quem sabe a cor das flores usadas em um buquê recebido pela morte de um ente querido ou a flor que adornava o cabelo de um paixão antiga? 

Vamos queimar a flor? Não, vamos queimar os conteúdos psíquicos que existem em nosso mundo interior que estão problematizando a visão da flor. 

Esse mundo de criações mentais precisa ser incendiado pela Consciência, por isso é necessário olhar para dentro, investigar as raízes das nossas emoções, encontrar a fonte que produz reações negativas em nossas experiências. É preciso explorar e dissolver toda a matéria prima da nossa 'pessoa' para poder abrir espaço para o Eu Supremo. 

Tudo aquilo que aconteceu, se estiver imantado de carga afetiva, estará criando esse personagem problemático que conhecemos por ego.

O ego é apenas o resultado do passado presente em nós, ele está vivo aqui e agora porquê esse mesmo passado é uma ilusão, uma vez que tudo continua acontecendo. Destruir o ego é livrar-se da influência desses conteúdos desconfortáveis, traumáticos, indigestos, enfim, é livrar-se de todos esses personagens que sobrevivem em nosso campo psíquico em função a importância que estivermos dando a eles.

Para finalizar, não poderia deixar de citar esses belos ensinamentos:

"É muito importante entender o que cria o samsara, também chamado de reino da confusão. O samsara não surge de circunstâncias externas. Não está amarrado a nenhum objeto específico no mundo ao nosso redor. O que cria o samsara é como a mente se apega habitualmente às suas percepções errôneas da realidade.

                                                                    Mingyur Rinpoche






Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br









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