Expulsando os Demônios Internos



Demônios, maus espíritos, obsessores, encostos ou seja lá qual for o nome que as tradições religiosas queiram dar às entidades que nos influenciam, é importante entendermos que elas não são a causa dos nossos problemas, são a consequência, nós é que somos os únicos responsáveis. Não percebemos que lutar contra eles é o mesmo que espantar as moscas de um ferimento sem tratá-lo, a infecção fará com que elas voltem e todo esforço será inútil. É muito conveniente nos vitimarmos, elegendo-os nossos algozes, quando, na realidade, todo estrago, nós é quem provocamos. 

Todo quadro de desequilíbrio é apenas o resultado de escolhas infelizes e de crenças inadequadas que resultaram no padrão vibratório criado pelo indivíduo, por exemplo: quem acredita na violência terá um nível vibracional diferente daqueles que acreditam na paz, consequentemente, terá sintonias diferentes. 

Esse estrutura complexa que criamos, de crenças e valores, resulta em frequências baixas ou elevadas, portanto, a natureza das companhias que teremos serão aquelas das faixas que estivermos vibrando. Sendo assim, cabe a pergunta: Quem está criando essa realidade? É justo continuar culpando os espíritos? Quem decide o que gostar, no que acreditar e assim por diante? É você meu amigo! Você é o causador das próprias mazelas.

Criamos uma realidade que se ajusta à esses perseguidores, abrimos as portas da nossa casa para recebê-los e agora lutamos para expulsá-los. A questão é que uma vez expulsos eles acabam voltando, pois não fechamos as portas, continuamos estacionados no mesmo comportamento enfermo, desta forma, vivemos uma luta vã que parece nunca ter fim. 

A cura e o equilíbrio serão sempre responsabilidades nossas, pois está claro que somos os causadores de todo o nosso sofrimento. Não tem cabimento achar-se um pobre coitado, vitimado por perseguidores vorazes, é preciso crescer, esse nhém-nhém-nhém não cola mais e só há um caminho a seguir: o caminho da mudança.

É preciso mudar esse padrão fazendo novas escolhas, buscar o prazer em ambientes mais elevados, livrar-se dos vícios que apenas funcionam como mecanismos de fuga, enfrentar a própria sombra, mudar a postura, vigiar a conduta e, finalmente, buscar o conhecimento.

É hora de entender que você fez as escolhas, você se colocou nessa faixa, não foi empurrado para baixo, pelo contrário, identificou-se com as baixas frequências, portanto, não reclame!

Não adianta pedir ajuda se você não quer se ajudar e nem viva esperando por dias melhores, pois não cairá nada do céu enquanto você estiver confortável nesse inferno que construiu para si. 

É tempo de mudança, o mundo passa por uma transição profunda; chega de procurar culpados no mundo ou fora dele; chega de acreditar e reproduzir conceitos antigos que o limitam à condição de fraco e indefeso, você é um Deus, o Universo todo só existe por você ser capaz de percebê-lo, é hora de acordar, antes de expulsar os demônios que o assediam, procure dentro de você aqueles que gostam de atraí-los; sim meu amigo, procure os seus demônios internos, aqueles complexos inconscientes, aqueles padrões e mecanismos elaborados pelas experiências do passado e perceba que não há nenhum coitadinho nessa história.


Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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