O que é Akasha?



Vocês sabem o que os orientais entendem por Akasha?

Akasha é um espaço neutro onde você pode criar o que quiser. A física quântica chama esse espaço primordial de vácuo quântico e o espiritismo o denominou de Fluído Cósmico Universal. 

Tudo que existe no mundo das formas passou pelo Akasha. A grande pergunta que devemos fazer é a seguinte: quem está criando tudo isso? E a resposta é simples, você. 

Tudo está em tudo, esse é o pensamento básico da nova física. A matéria não é nada mais do que energia e a energia não é nada mais do que informação. Essa informação é fruto de uma ação de algum tipo de consciência nesse espaço neutro, portanto, tudo que existe foi pensado por por alguém. Se existem coisas muito complexas, que denotam um nível elevado de elaboração, totalmente distante das possibilidades humanas, pode muito bem ser explicado através dos diferentes níveis de consciências espirituais desse Universo, níveis que remontam até o Criador. 

Não importa saber quem criou, importa sim, entender que foi algo pensado e de alguma forma houve colapsos de informações nesse vácuo quântico, de alguma forma, algum tipo de consciência pensou e produziu tudo isso. 

Do mesmo modo, o homem terreno, dentro da suas limitadas possibilidades, cria constantemente a partir dos seus desejos a sua própria realidade. Ele é um agente cocriador, pois ao pensar produz energias. Nem sempre produzimos coisas boas, quase sempre criamos as nossas próprias mazelas, mas não podemos diminuir a nossa importância, pois o nosso desejo é extremamente poderoso. 

“O mundo visto de dentro, o mundo determinado por seu ‘caráter inteligível’ – seria justamente ‘vontade de potência’, e nada mais” – Nietzsche, Além do Bem e do Mal, §36. 

O velho Nietzsche já sabia das coisas. O que chama de vontade de potência é o princípio inteligente, espiritual, é simplesmente essa força quem está agindo sobre o Akasha. 

Portanto, identificamos dois elementos primordiais do Universo, A consciência (espírito) e o Akasha (princípio material), entretanto, falta um, aquele que pensou a consciência. Sim, porque você pensa, escolhe, deseja, mas não sabe quem está por trás do pensador. Que vontade é essa que está por trás do existir. Como explica Schopenhauer, é uma vontade cega, que não podemos compreender e, quase sempre, nem controlar. Simplesmente, falta-nos compreender que trata-se do Todo: Brahman. 

É evidente que a ciência, através a mecânica quântica e outras teorias modernas, não chegou até aí, parou no estudo do princípio material, se nega a subir esse degrau, prefere criar princípios que não respondem nada do que abraçar essa teoria. Ao sair pela tangente, postula a Não Localidade, o Princípio da Incerteza, o Salto Quântico etc.. 

Tudo isso já foi dito e ensinado no passado, não é nada menos que o pensamento do Advaita Vedanta, um forma de mostrar que existe outra instância pensante e que dentro desta instância, somos todos Um. 

Esse é o sentido velado da trindade Universal, Pai (Deus), Filho (Matéria), e Espírito Santo (Consciência Espiritual), todos manifestando a mesma Unidade. 

Toda manifestação no mundo físico é resultado de informações quer foram convertidas em energia. A coesão energética, a seu tempo, transformar-se em matéria, e assim, deixa de pertencer a instância consciencial, entretanto não deixa de pertencer à mesma teia da vida. 

Registros akáshicos, como são conhecidos, não são nada mais do que informações que arquivam os eventos nesse éter cósmico, seria uma espécie de memória da Mente Universal.


Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br


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