Querer não é poder!



Querer nunca foi poder. O querer gera expectativas, cria ansiedades e acaba congelando a nossa realidade. Parece incrível, mas o exemplo da panela que demora para ferver justamente quando a gente fica olhando, e quer muito que ferva rápido, é algo que já foi comprovado até pela física quântica.

O querer não é nada mais que um instrumento de combate à dor, um analgésico chamado desejo que tomamos para nos livrar da angústia da falta. Todas as vezes que não conseguimos lidar com a realidade, começamos a idealizar coisas ou pessoas que possam nos preencher e isso nos tira do presente, da vida concreta, passamos a viver uma vida virtual, de mentirinha, pois não percebemos que é exatamente no presente que somos poderosos. 

O poder de realização só é possível quando acionamos uma consciência não local, divina, uma instância superior que existe em nós, mas da qual estamos desconectados. Para isso, é preciso todo um alinhamento com a natureza, voltar-se para a realidade; é preciso expandirmos a consciência para fazer esse caminho de volta. 

O homem é capaz de realizar verdadeiros milagres quando consegue saltar de uma realidade à outra, quando deixa de criar ilusões e percebe que pode substituir o querer pelo poder.

Existe uma diferença muito grande entre dizer: "Eu quero comprar aquele carro" para "Eu posso comprar aquele carro". O posso o aproxima muito mais do objeto, pois traz consigo uma força transformadora; é um verdadeiro atalho para as nossas conquistas, ao passo que o quero o distancia, pois é passivo, impotente e irá exigir muito mais esforço. Quando você entende que pode e basta bater que a porta se abre, tudo se transforma. Ninguém disse: "Queira e abrir-se-vos há"!

Quando afirmamos o poder tudo é possível, parece mágica, ele é extremamente pró-ativo, pois ao afirmar-se coloca-se em perfeita sintonia com a fé que precisamos ter em nós mesmos. Todo sentimento de impotência e toda a descrença que nos abate vêm da letargia do querer.

George Sudarshan, um físico da Universidade do Texas, percebeu que a observação constante de um sistema atômico pelos cientistas paralizava o seu movimento e interrompia o seu decaimento, ao passo que quando não observado ele voltava a se movimentar normalmente. Deu a esse efeito quântico o nome de Efeito Z (Em homenagem ao filósofo grego Zenão de Enéia que adorava paradoxos). 

Agimos quase sempre assim, de forma renitente, não percebemos que quando queremos muito uma coisa, simplesmente, estamos dificultando a sua manifestação, estamos criando inúmeras impossibilidades e abrindo um campo vasto para programações mentais negativas. 

Pessoas endividadas, por exemplo, pensam o tempo todo nos problemas, como se observassem uma panela que teima em não ferver, não percebem que deveriam fazer ao contrário: pensar nas soluções para que uma nova realidade possa se manifestar. Criam expectativas e vivem esperando, concentradas na dor; desta forma, não conseguem promover mudanças.

É preciso deixar a vida acontecer, fazer escolhas e deixar o Universo no comando, sem as interferências de idealizações platônicas. Lembre-se de Lao Tsé: "Eis por que o sábio age pelo não agir"; não é preciso esforço para ser feliz, todo esforço é resultado de um ato de rebeldia contra a própria natureza, é fruto de desejos insanos que só trazem dor. Seja você, até conseguir entender que, em verdade, tudo aquilo que você mais precisa você já tem, apenas desconhece.


Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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