Você é a sua melhor companhia



Você já tentou entender o significado da máxima: “Buscai primeiro o Reino de Deus”? Será que Jesus estava referindo-se a algum reino perdido, que precisa ser encontrado como fim dos nossos objetivos ou tratava-se de uma outra dimensão a ser alcançada depois da morte? 

Claro que não, ele mesmo explicou posteriormente que o Reino de Deus está dentro de cada um de nós, portanto, é óbvio que temos que buscar o nosso próprio ser. Isso significa que ainda não nos encontramos, vivemos no mundo totalmente inconscientes da nossa Verdadeira Natureza e estamos sendo conduzidos por sonhos e ilusões, sem a mínima ideia do que queremos. Jesus estava falando, portanto, de autoconhecimento e auto descobrimento.Por nos desconhecermos, tentamos realizar um falso eu, algo que se manifesta na nossa imaginação como um personagem. Queremos realizar um eu ilusório, só isso. 

Esse construto mental torna-se o centro de convergência de todos os nossos desejos e é justamente ele quem tentamos realizar, sem perceber que não há nada de real ali, pois todo esse filme foi construído com os enredos da mente. Quando criamos uma identificação com esse personagem toda uma trama se desenvolve. Queremos uma companhia perfeita, uma condição de poder e conforto e lutamos para alcançar o pódio mais alto do mundo. Quanto mais inflarmos de importância esse falso eu, acreditamos, mais realizados nos sentiremos. 

Essa inflação toda terá um alto custo, pois o Universo trabalha no sentido contrário: “Quem se elevar será rebaixado, quem se rebaixar será elevado”. A Natureza trabalha a favor dessa desidentificação, ela vai atuar no sentido de desinflar o ego, por isso existe tanto sofrimento, pois é preciso entender que quanto mais profundas forem as nossas pegadas na experiência desse plano físico, mais dificuldades teremos em removê-las. 

Quando o homem perceber que ele mesmo é a sua melhor companhia, irá entender o que é a felicidade e o que é a realização. Ao se dar conta disso, deixará de viver em busca de preenchimento por achar-se vazio. A primeira coisa que irá notar é que esteve cego, durante muito tempo, enquanto colocava sob os ombros dos outros a responsabilidade pela sua felicidade. Pleno de si, não precisa mendigar afeto, muito menos sonhar com coisas que poderiam lhe dar prazer. Livre de toda a influência externa ele irá encontrar-se e, nesse momento, a Vida irá assumir o comando e ele conhecerá a verdadeira abundância. 

É preciso incorporar-se, entrar nesse castelo, sentar no trono do próprio ser, mas para isso, será necessário enfrentar o dragão prostrado na entrada, ele representa a nossa sombra, ela é uma instância psicológica de conteúdos imantados de sentimentos negativos, dentre eles os nossos medos. 

Aquilo que o homem chama de vazio é uma representação desse dragão. Será necessário, portanto, armar-se de amor, usar a espada do perdão, o escudo da compreensão e o capacete da aceitação. Feito isso, tudo aquilo que estiver no caminho será dissolvido e a vitória estará garantida. 

O ego é a representação do anjo caído, aquele que concorre com Deus, ou seja, é uma ilusão tentando nos afastar de nós mesmos. 



Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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