Você sabe o que é o amor?



O homem quer racionalizar o amor, com isso pensa em amar para alcançar algum estado de consciência melhor, mas o amor não acontece através do pensamento, é inútil pensar em amar. 

Não adianta criar estratégias para o amor, não adianta pensar em amar ao próximo, pois o pensamento é um construto mental e a mente é apenas uma fábrica de ilusões, assim sendo, não se consegue grandes avanços através do pensamento.

O amor é a essência do próprio Ser. Amar implica em ser natural, real, verdadeiro e não é uma função a ser desenvolvida, apenas uma condição natural que precisa ser manifestada. O homem precisa aprender a ser o amor que ele já É. Se “Deus é amor” como escreveu João Evangelista, o homem é amor também, pois temos o mesmo DNA do Pai.

Pode um elefante parir um avestruz? Não, claro que não! 
Pode Deus criar algo que não seja uma emanação dele mesmo? Óbvio que não!
Filho de peixe, peixinho é. Filho de Deus, deusinho é! Se Deus é amor, somos amor também, pois somos seus filhos.
Se somos amor, não precisamos aprender a amar, precisamos apenas Ser.

Quando se É amor, todos os problemas se dissipam, pois o amor é o solvente mais poderoso do Universo, nenhuma ilusão resiste à luz da realidade provocada por ele. O amor é essa luz que emana da Natureza Humana, é a melhor representação do Self.

Não pense que no Universo existe um lado de dentro e um lado de fora para atuarmos, nada disso, tudo é uma coisa só, por isso, o Mestre Nazareno dizia que devemos amar o próximo como a nós mesmos, ou seja, amar o que está dentro e o que está fora da mesma forma.

Amar a si mesmo implica em perdoar-se, aceitar-se, compreender-se e aprovar-se. Enquanto existir uma força contrária, dentro do nosso espectro individual, trabalhando como um juiz perverso ou um inimigo contumaz, nós estaremos distantes da realidade. Esse inimigo íntimo é a representação do demônio, foi a influência dele que Jesus teve que enfrentar no deserto e será, sempre ele, o maior obstáculo para o nosso despertar.

Assim como temos que nos perdoar, nos aceitar, nos aprovar, precisamos estender essa postura para o mundo que nos rodeia. 

Como perdoar o próximo se não nos perdoamos? Como amar o próximo se não nos amamos? Como aceitar o próximo se não nos aceitamos? Vivemos uma vida medíocre, preocupados com a aprovação do outro, com a aceitação da família, com o perdão dos nossos desafetos, quando na verdade, tudo isso é pura ilusão.

O amor É, portanto, apenas seja o que você já É. Todo as coisas encontrarão o seu equilíbrio a partir dessa atitude. 

O homem precisa entender que não precisa se preocupar em amar ninguém, nem a si mesmo, tem apenas que ser o próprio amor e amar tudo, pois essa é a sua Natureza. Sua natureza é o amor!

A Lei do Amor, ensinada por Jesus, ainda é um sonho de uma noite de verão para a humanidade, pois ainda estamos distantes de aplicá-la.

Somos os mesmos Fariseus de outrora, preocupados em julgar e condenar. Estamos ainda presos aos conceitos impostos pelas tradições que se instalaram no mundo ao longo da história, ou seja, pouco avançamos no entendimento da Boa-nova.

Esse texto surge em um momento em que precisamos refletir o verdadeiro significado do Natal e render graças ao avatar que trouxe o discurso mais poderoso da história humana. 

O discurso do amor.




Autor: Paulo Tavarez
   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Musico, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define.
Eu sou o que Eu sou!

E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br

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